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terça-feira, dezembro 06, 2016

Últimas leituras

Scott e Zelda
Sou apaixonada por livros de cartas, diário, biografia, memórias.
Leio outras coisas mais prefiro esses.
E tenho muitos.
Muitos lidos e até esquecidos.
Por isso, risco, risco muito meus livros.
Quem for ler depois, se ler, porque não gosto de emprestar, os grifos podem servir de alguma coisa.
No momento estou lendo esse livro de cartas trocadas entre F. Scott Fitzgerald e Zelda Sayre Fitzgerald.
A vida deles foi de muitas farras mas de muito amor.
Até Zelda precisar ser internada em Clinicas Psiquiátricas, as cartas que começaram no início do namoro, permaneceram.
A preocupação com o tratamento dela é uma constante na vida dele.
E as cartas dela, durante as internações mostram as distorções dos pensamentos.
Ela foi diagnosticada com Esquizofrenia  e para complicar tinha Eczemas, não sei onde.
Talvez no corpo todo.
Mas, me encanta ler cartas.
Valeu
Esse recém comprado Cartas Extraordinárias, trás as cartas manuscritas e em seguida a transcrição traduzida.
É maravilhoso.
Ainda não estou lendo de verdade, mas já li umas poucas cartas. 
O bilhete de Jack, o estripador, para o Chefe de Polícia, está neste livro.
E é de arrepiar.

Já tinha um livro "Documentos e Autógrafos" de Pedro Corrêa do Lago, uma maravilha de leitura e que penei para encontrar e comprar.
Não havia internete, imagine.
A carta escrita pela Princesa Isabel para um amiga, quando o navio que levava a família real para Portugal é de fazer chorar. Chorei.

Katherine
Esse Diário e Cartas, de Katherine Mansfield, acabei de ler.
Ela morreu cedo aos 34 anos, acho, de Tuberculose depois de ficar muito tempo internada em clinicas especializadas.
O que estranhei foi o contato dela com pessoas aparentemente sadias, quando se sabe que a Tuberculose é contagiante.
Este livro tem cartas lindas para o marido por quem era apaixonada.
Adoro histórias de amor.
E histórias reais de amor, são muito, muito melhor.

Mas, não gosto de poesias.
Quem tiver suas poesias deixe bem longe de mim.
Liliane


domingo, dezembro 04, 2016

A viagem de meu pai

O filme
"Aos 80 anos, Claude Lherminier (Jean Rochefort) já não é mais o grande industrial de antigamente. Aposentado, ele sofre com a perda de memória, e não consegue viver sem a ajuda de enfermeiras. Mesmo assim, insiste em morar sozinho, afugentando todos que tentam ajudá-lo. A filha Carole (Sandrine Kiberlain) não quer colocá-lo num asilo, mas se preocupa com as manias e obsessões do pai. Em especial, Claude não para de falar na visita da outra filha, Alice, que não vem vê-lo há quase dez anos."
o filme
Gostei muito do filme.
Procurei vê-lo depois de ler no blog do Hugo.
E vi no Youtube, onde o filme está disponível numa versão Dublada(horrível).

É sempre doloroso vê a degradação da memória das pessoas que nos cercam e mesmo das que não nos cercam.
E a gente nem tem noção de quando, ou se vamos perder a nossa.
O filme mostra isso, num homem ainda ativo fisicamente.
Liliane

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Nosso jardim

Bananeira e abacaxis
 Estou super enrolada.
Aliás, todo dia tem tanta coisa para fazer que mesmo organizada, me enrolo.

Camila da Praia não foi operada.
Foi medicada mas não encontramos o remédio prescrito.
De todo jeito, aqui em casa ela não tem como engravidar outra vez.
E ela, como as outras gatas já sabe que o espaço dela (delas) é na área de serviço.
Não gosto, nem quero gatas circulando por dentro de casa.
Mas isso, não significa menos amor.
Manjericão italiano(?)
Acho que acordei as 3.30 da manhã. É a glória para mim.
Mesmo assim, continua enrolada com as coisas muitas que tenho de fazer.
Mas, fotografei a Praia e o nosso jardim.
Quero vê se hoje visito blogs.
Liliane

terça-feira, novembro 29, 2016

Camila da Praia Lemos de Paula Martins

Comendo na praça.
Ainda vai fazer 1 mês que resgatei Camila da Praia, definitivamente.
Precisei da ajuda de um Porteiro(não os daqui) para pega-la.
Ofereci R$ 50,00 e ele(Sr. Geraldo) conseguiu pega-la.
Aqui em casa
Ontem, foi na PetDream, fez exame e a cirurgia de castração está marcada para  dia 01, 5a feira.
Assim, minha linda nunca mais vai engravidar(acho que já teve 2 gestações) e vai viver aqui.
Já sou apaixonada por ela.
Quem não se apaixona?
Depois que comia
Liliane

segunda-feira, novembro 28, 2016

Cartas

Scott e Zelda
Sou louca, apaixonada por cartas.
Essas cartas trocadas entre Scott Fitzgerald e Zelda Sayre estão num livro que comprei faz um tempo.
Só agora estou lendo.
Gosto de ler riscando, colando Post It coloridos.
Scott era alcoólatra.
Zelda, doente mental. 
Viveram desregradamente.

Scott e Zelda
Liliane

sexta-feira, novembro 25, 2016

Cartas Extraordinárias

O livro
Vejo muitos vídeos com resenhas de livros.
Amo. Mesmo quando tem spoiler, eu adoro.
Os spoiler não atrapalha meu interesse pela leitura.
E esse livro: Cartas extraordinárias, comprei e recebi, ontem, depois de ouvi a resenha no YouTube.
Na Estante virtual, onde sempre compro, foi um pouco mais barato que na Livraria.
Infelizmente, vou em livrarias para passear.
Comprar, só em Sebos.

Minha carta
Essa carta acima escrevi para minha colega de Faculdade, a Célia Regina, em 1985.
Ela guardou a carta não sei para que.
Não tenho mais nenhuma das cartas que recebi dela e da irmã dela, minha amiga querida, Anamaria(www.treleledaana.blogspot.com.br).
Mas revi minha letra que era bem bonitinha.
Eu e Junior
E essa foto que me mata de saudades, cada vez que vejo.
Meu filho Junior sentado no meu colo.
Agora, nem senta no meu colo(nem aguento), não depende de mim.
É triste, viu? Não me preparei para isso.
Mas deveria ter me preparado.
Liliane

quarta-feira, novembro 23, 2016

Amendoim

Amendoim  
Só conheço uma pessoa na minha vida que não gosta de Amendoim.
É Nancy Betts, professora de Arte em SP.
Ela tem medo de se engasgar, acho que é isso.
Quando estudantes e morávamos juntas(éramos 5 estudantes), Nancy já tinha esse medo.

Eu gosto muito de amendoim.
Prefiro com as casca para ter o prazer de descascar e comer até aquela casca marrom que, se amarga, nunca percebi.
Descobri esse da foto e tenho comprado com frequência.
A gente começa a comer e não tem vontade de parar. Como Pipoca.
Como castanha.

Quando bem criança, na esquina de nossa casa de Vila, tinha um senhor alto, magro, preto e que eu chamava de meu compadre.
Ele vinha andando uns 2 bairros até chegar no nosso.
E vinha descalço. Acho que não existia chinelo havaiana. 
Chegava no inicio da tarde. Um sol forte e ele se protegia num guarda-chuva(ou guarda-sol) desses comuns.
Trazia um caixote na cabeça e um banquinho, também na cabeça.
Ele me chamava de minha comadre. Para nós ele era "meu compadre".
Todos os dias, no final da tarde, eu colocava um banquinho, sentava do lado dele, na calçada e conversávamos.
Nem lembro o que tanto conversávamos. 
Mas conversávamos. Muito.
Conheci os filhos dele, numa dessas ocasiões.
Bom, cresci, mudei de bairro, me formei em Medicina e um belo dia, vejo "meu compadre", na fila para tomar vacina.
Corri até ele, abracei e vi que ele me reconheceu.
Perguntei da família, perguntei do amendoim, perguntei da vida dele.
Ele ainda era vendedor de amendoim.
Mas já não caminhava tanto.
Até hoje, descascar amendoim me leva de volta ao "meu compadre".
Se eu soubesse que o tempo ia passar, nunca perderia meu compadre de vista. Nunca.
 
Liliane